folha de chocolate
sabor de amor
com mel no abacate
um bom exercício
fazendo rima
hai kai difícil
peixe arpoador
pitangueiras
outra ouvidor
uva azul listrada
colher de sopa
achada na estrada
a vida poetando
só semeia
alegria amando
colecionar dores
sem bom arquivo
é viver de amores
nas asas, borboletas
levam mensagens
muito bem feitas
memórias do porto
só arquivadas
com o futuro perto
quando se colhe tarde
a flor do brejo
murcha na saudade
aracuã voando
com o grito da
manhã anunciando
a luz do farol brilha
vento da lua
na esteira da quilha
coração apertado
sangra na noite
e acorda cortado
a pontaria certa
dos seus olhares
fere alma que flerta
contrariado faço
só poeminhas
quando pegos no laço
a chuva só castiga
seca poeira
como sede antiga
para fazer um vero
hai-kai, é
preciso muito amor